O nosso estudo revela porque viajar sozinho desperta curiosidade, confiança e vontade de viver o mundo ao próprio ritmo.
As viagens a solo ganharam um lugar próprio na forma como imaginamos as férias. Para muitos portugueses, partir sem companhia não significa isolamento. Significa escolher a hora de sair, mudar de planos sem negociar, ficar mais tempo num bairro que nos surpreende ou seguir caminho quando sentimos que já vimos o suficiente.
No nosso novo estudo sobre viagens a solo, analisámos as perceções dos portugueses que viajaram de férias nos últimos cinco anos. O retrato que encontramos é claro: existe uma curiosidade real por experiências mais autónomas, mas essa vontade vem acompanhada de preparação, sentido prático e atenção à segurança.
A ideia de viajar sozinho toca em algo muito simples. Quando somos nós a decidir o ritmo da viagem, cada escolha ganha outro peso. Podemos reservar uma escapadinha curta, desenhar um roteiro mais longo ou combinar voos e alojamento com liberdade total. O ponto de partida é sempre o mesmo: queremos viajar com confiança e regressar com uma história que seja nossa.
consideram o planeamento indispensável numa viagem a solo
dos pós-millennials valorizam a autossuficiência
adultos fizeram parte da amostra portuguesa
países participaram no inquérito internacional
Quando olhamos para as respostas, percebemos que a atração pelas viagens a solo começa na autonomia. Há um prazer discreto em acordar sem ter de ajustar planos, escolher uma mesa para um jantar demorado ou entrar num museu apenas porque a fachada chamou a nossa atenção. Viajar sozinho abre espaço para esse tipo de decisão pequena, que tantas vezes transforma o tom de uma viagem.
Também vemos uma dimensão mais íntima. Muitos portugueses associam este formato à oportunidade de experimentar algo novo e de se conhecer melhor longe das rotinas habituais. A distância ajuda a clarificar preferências: que destinos nos fazem bem, que ritmo nos cansa, que experiências nos deixam mais atentos ao que nos rodeia.
As principais motivações revelam uma combinação entre independência, curiosidade pessoal e abertura a conhecer novas pessoas.
| Motivação | Percentagem | Leitura editorial |
|---|---|---|
| Ter total liberdade de movimentos | 40% | A autonomia é o motivo mais forte para escolher uma viagem sem companhia. |
| Viver a experiência de viajar sozinho | 35% | A curiosidade pesa quase tanto como o destino. |
| Conhecer-se melhor a si próprio | 33% | A viagem é vista como tempo de escuta e descoberta pessoal. |
| Familiares ou amigos não disponíveis | 28% | A ausência de companhia deixa de ser um travão automático. |
| Conhecer novas pessoas durante a viagem | 22% | Viajar sozinho pode tornar os encontros mais espontâneos. |
| Não identifica motivos para viajar a solo | 12% | A resistência existe, mas aparece como posição minoritária no estudo. |
Quando amigos ou familiares não conseguem alinhar datas, muitos viajantes ponderam avançar na mesma. O desejo de viajar começa a pesar mais do que a espera por um grupo perfeito.
As viagens a solo permitem ajustar dias, horários e pausas ao momento. Essa liberdade muda a relação com o destino e com a energia que levamos para cada experiência.
Sem uma companhia fixa, ficamos mais disponíveis para conversas, sugestões locais e pequenos acasos. A viagem abre espaço a contactos que talvez não surgissem noutro contexto.
A imagem romântica de partir sem plano continua a ter encanto, mas os portugueses mostram-nos outra verdade: a espontaneidade funciona melhor quando existe uma estrutura mínima. GPS, mapas, bilhetes comprados com antecedência e aplicações de gestão de atividades aparecem como aliados naturais de quem quer desfrutar sem perder tempo com imprevistos evitáveis. A segurança também ocupa um lugar importante nesta preparação. Artigos como cintos porta-dinheiro, kits de primeiros socorros e contactos de emergência não retiram a aventura à experiência. Pelo contrário, ajudam-nos a viajar com mais leveza. Quando sabemos onde estão os documentos, como chegar ao alojamento e quem contactar em caso de necessidade, ficamos mais livres para observar a cidade, aceitar uma recomendação ou mudar de caminho.
A preparação certa ajuda-nos a transformar autonomia em confiança, desde a reserva até ao regresso.
Mapas, GPS e informação acessível reduzem a ansiedade nos primeiros minutos de chegada a um destino novo.
Bilhetes e confirmações organizados dão-nos margem para aproveitar o dia sem filas desnecessárias.
Contactos úteis, documentos protegidos e itens básicos de saúde criam uma rede discreta de proteção.
Roupa adequada, calçado certo, snacks e acessórios de descanso ajudam-nos a manter energia durante a viagem.
As viagens a solo também são vistas como um caminho de crescimento pessoal. No nosso estudo, os portugueses associam este formato ao desenvolvimento da autossuficiência, à clareza mental e a uma maior abertura perante culturas e formas de pensar diferentes. Não se trata de procurar uma grande revelação. Muitas vezes, basta resolver um contratempo sem ajuda, jantar sozinho com naturalidade ou perceber que conseguimos orientar-nos numa cidade que ainda não conhecíamos.
As gerações não olham para esta experiência da mesma forma. Entre os inquiridos com 65 ou mais anos, 37% consideram que viajar sozinho não teria um benefício relevante na sua forma de ver a vida. Essa leitura contrasta com a visão dos mais jovens, que tendem a reconhecer mais facilmente o valor da autonomia e da própria companhia.
É aqui que o planeamento e a inspiração se encontram. Queremos que cada viajante possa organizar a sua experiência de forma simples, comparar opções e reservar com confiança. Uma viagem a solo pode começar num ecrã, com uma pesquisa simples, mas ganha sentido no momento em que fechamos a mala e percebemos que o itinerário nos pertence.
Descobrimos que os portugueses associam as viagens a solo à liberdade, ao autoconhecimento e à autonomia. Também vimos que a preparação continua a pesar muito na decisão de viajar sozinho.
Valorizamos o planeamento porque ajuda a reduzir incertezas. Quando organizamos mapas, bilhetes, reservas e aplicações antes da partida, ganhamos mais espaço para aproveitar a experiência.
Não. O nosso estudo mostra que a vontade de viajar sozinho pode nascer de motivos simples, como experimentar algo novo, escolher o próprio ritmo ou avançar quando outras pessoas não estão disponíveis.
Associamos este tipo de viagem à autossuficiência, à clareza mental, à abertura cultural e a uma ligação mais consciente com o mundo. A experiência pode reforçar a confiança em decisões do dia a dia.
Os dados resultam de um inquérito realizado pela OnePoll para a eDreams ODIGEO. A investigação ouviu consumidores adultos em vários mercados, incluindo uma amostra portuguesa de pessoas que tinham ido de férias nos últimos cinco anos.
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